segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Morreu no Rio de Janeiro a atriz e transformista Rogéria

A atriz Rogéria, de 74 anos, morreu na noite
 desta segunda-feira


Única, irreverente, consciente, simplesmente genial, ela se vai, deixando um legado para ser pensado, quebrou tabus, conquistou seu espaço e viveu sua vida intensamente, a atriz, transformista e artista brasileira Rogéria morreu na noite desta segunda-feira (4), por volta das 22h, após ser internada no hospital Unimed, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, aos 74 anos. Segundo informações ela havia sido internada às pressas  e a causa da morte teria sido um choque séptico.

Esta é uma notícia muito para os fãs de Rogéria, também conhecida como Astolfo Barroso Pinto. A loira foi internada pela primeira vez por causa de uma infecção urinária em julho. Semanas depois, tratou de uma infecção nos rins e também precisou ser internada.
Rogéria havia voltado agora a noite para a UTI, pois o seu estado de saúde havia piorado nas últimas horas. O empresário e amigo de Rogéria, Alexandre Haddad está acompanhando tudo de perto e ao que tudo indica o motivo da morte se deve a uma infecção generalizada.

Nascida como Astolfo Barroso Pinto, em 25 de maio de 1943, em Cantagalo, interior do Rio, Rogéria se auto intitulava "travesti da família brasileira" e era uma das transformistas mais antigas em atividade no Brasil.  A mudança de nome teria sido consequência de uma abreviação, primeiro, para Rogerinho, modo pelo qual era tratada pelas atrizes maquiadas por ela, e, depois, para Rogéria, epíteto pelo qual ficou conhecida dali em diante.

Sua voz, uma marca registrada, era grave, sem papas na língua era reconhecida pela expressividade forte, Rogéria se dizia satisfeita com o órgão sexual masculino e se mostrava avessa a fazer uma operação para troca de gênero. Bem-humorada, tinha uma  forma peculiar de debochar do preconceito e do moralismo característicos da formação cultural do país.